terça-feira, 28 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XIX): Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)





Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (macho)

Ave residente e nidificante em Portugal, o Rabirruivo-preto distribui-se por todo o território do Continente, sendo embora mais comum a norte do Tejo. Refira-se ainda que a sua população ao longo de todo o território aumenta durante o Outono e o Inverno com a chegada e permanência de invernantes.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada, 28 - Abril - 2026)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVIII): Chamariz ou Milheirinha (Serinus serinus)

 






Chamariz ou Milheirinha *(Serinus serinus L.) (Macho)
Pequena ave da família Fringillidae com cerca de 12 cm de comprimento e aproximadamente com 10 gramas de peso, ocorre em Portugal como residente e nidificante muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, ainda que não uniformemente. É especialmente abundante durante o Inverno, altura em que às populações residentes se juntam populações invernantes.
Nidificação: a época de reprodução desta espécie inicia-se entre o final de Fevereiro e o de Março. Os ninhos em forma de taça são construídos nos ramos de árvores ou arbustos, com ervas, musgos, líquenes, penas e pêlos e neles são postos entre 2 a 5 ovos que são incubados durante 13 dias. As crias abandonam o ninho 13 a 18 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é essencialmente constituída por sementes e outros alimentos vegetais, mas pode também incluir pequenos invertebrados, sobretudo insectos.
Estatuto de conservação da espéciePouco preocupante.
(Avistamento: Parque urbano de Almada; 27 - Abril - 2026)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus)

 



Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus Linnaeus, 1758


Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Chordata;
Classe: Reptilia;
Ordem: Squamata;
Família: Lacertidae;
Género: Psammodromus;
Espécie: P. algirus.

Características: lagartixa com escamas bem desenvolvidas e bastante comprida, podendo atingir até 30 cm de comprimento, contando com a cauda extensa (até 20cm).

Distribuição: Sudoeste da Europa (Portugal, Espanha, França e Itália) e Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia). Em Portugal ocorre ao longo de quase todo o território do Continente, estando, porém ausente a altitudes acima dos 1600 m.
(Avistamento: Verdizela - Corroios (Seixal); 22 - Abril - 2026)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVII): Pombo-torcaz (Columba palumbus)

 






Pombo-torcaz (Columba palumbus L.)
Ave com cerca de 45 cm de comprimento e com 75 a 80 cm de envergadura, p Pomo-torcaz é o mais corpulento de todos os pombos presentes na Europa, podendo atingir um peso próximo dos 600 gramas.
Ocorre em Portugal como residente e invernante comum, sendo, enquanto residente e nidificante, mais abundante no Norte e Centro do país, ao passo que, durante a invernada, é mais frequente no Alentejo, onde encontra maior abundância de alimento.
Frequenta sobretudo bosques e florestas, mas pode também ser encontrado em parques urbanos desde que arborizados.
FamíliaColumbidae;
Reprodução: A época de reprodução inicia-se em Portugal no início de Março. O ninho é construído na copa das árvores, sendo formado por uma plataforma pouco elaborada feita à base de pequenos ramos e ervas secas. As posturas (1 ou 2 em cada ano) raramente vão além de 1 ou 2 ovos. Estes são incubados pela fêmea e pelo macho durante cerca de 17 dias. As crias só abandonam o ninho passados 20 a 35 dias após a eclosão. 
Alimentação: a dieta desta ave é constituída por sementes de vários cereais e, sobretudo, por bolotas de sobreiros, azinheiras e carvalhos.
Estatuto de conservação da espécie: embora seja objecto da actividade venatória, o estatuto do Pombo-torcaz quanto à sua conservação é considerado "pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada;  20- Abril - 2026)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Insectos:Bombylella atra

 


Bombylella atra Scopoli, 1763 *
Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Diptera;
Família: Bombyliidae;
Género: Bombylella;
Espécie: Bombylella atra.

Distribuição: Europa (Sul; Centro; Leste e Oeste); Ásia (Oeste).

* Sinonímia: Bombylius atra Scopoli, 1763 (basónimo)
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 10 - Abril - 2026)

sábado, 11 de abril de 2026

Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus)

 
Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus Ticehurst, 1937)
 Ave insectívora de pequenas dimensões (com 11 a 12 cm de comprimento e 15 a 21 cm de envergadura e com peso à volta de 7 a 8 gramas) ocorre em Portugal, no território do Continente, como visitante estival e nidificante, pouco comum, onde chega entre Fevereiro e Abril e onde permanece nas zonas de nidificação até Setembro. Distribui-se pelo território nacional de forma irregular, sendo mais comum  nas zonas próximas do litoral e mais rara nas regiões do interior, frequentando zonas com vegetação abundante, desde bosques (designadamente de carvalhos e sobreiros) até galerias ripícolas. 

É muito semelhante à Felosa-comum (Phylloscopus collybita) e com ela facilmente confundível a ponto de, durante muito tempo, ter sido considerada como uma subespécie daquela com a designação de  Phylloscopus collybita brehmii. Só recentemente (1997) ganhou o estatuto de espécie distinta. Para a distinguir, aconselham os especialistas que se atente no canto e chamamento (assaz diferentes entre as 2 espécies) e na época da ocorrência no país (que não acontece em simultâneo: a Felosa-comum é invernante e a Felosa-ibérica é estival). Notam, por outro lado, que as cores da plumagem da Felosa-ibérica são mais vivas que as da plumagem da referida congénere e que a listra supraciliar daquela é mais acentuada e definida do que a desta.

Família: Phylloscopidae.

(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 10 - Abril - 2026)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Chapim-real (Parus major)




Chapim-real *(Parus major L.)
Sendo embora o maior dos chapins que ocorrem em Portugal, ainda assim o Chapim-real é uma pequena ave com cerca de 14 cm de comprimento, envergadura de asas à volta de 25 cm e com cerca de 20 gramas de peso. 
Em Portugal ocorre quer como invernante, quer sobretudo como residente e nidificante bastante comum, podendo encontrar-se ao longo de todo o território, frequentando principalmente bosques e outras zonas arborizadas.
Família Paridae;
Reprodução: Por via de regra, o ninho é construído em cavidades de árvores, de muros ou paredes, podendo a ave criar mais que uma ninhada em cada ano. A dimensão da posturas é variável, podendo ir desde 3 a 9 ovos, que são incubados durante 13 a 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 16 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é constituída essencialmente por variados insectos. Em épocas com menos abundância de presas, a ave também recorre a frutos e sementes.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Mejengra; Aguça-a-serra; Pimpim-servém; Chincharravelha.
(Avistamento; Parque da Paz - Almada; 9 - Abril - 2026)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Borboletas: Coscinia chrysocephala

Coscinia chrysocephala (Hübner, [1810]) 
Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Lepidoptera;
Família: Erebidae;
Género: Coscinia;
Espécie: Coscinia chrysocephala.

Distribuição: A população desta espécie concentra-se, quase na sua totalidade, no Sul da Península Ibérica, havendo, contudo, alguns poucos registos no Sul de Itália e no Noroeste de África.

Habitat:  locais secos e quentes na orla e em clareiras de matos e de bosques ralos, com abundância de gramíneas (de que as larvas se alimentam preferentemente).

(Avistamento: Alentejo; 2 - Abril - 2026)