quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)






 






Chapim-azul (Cyanistes caeruleus L. Sin.:  Parus caeruleus L.)
Ave da família Paridae, o Chapim-azul tem, de facto, reduzidas dimensões (10 a 12 cm de comprimento e cerca de 11 gr. de peso), mas não deixa de ser uma ave muito bela e interessante, pois possui uma plumagem muito colorida, com tons de azul, amarelo, verde, branco e preto.
Em Portugal ocorre  como espécie residente muito comum, distribuindo-se, ainda que de forma não uniforme, por todo o território do Continente, frequentando habitats muito diferenciados, desde bosques e pomares até parques e jardins em zonas urbanas.
Alimentação: a dieta desta ave é constituída essencialmente por insectos, larvas e por aranhas, podendo ser complementada por frutos e sementes.
Reprodução: em cada época de reprodução esta ave pode criar uma só ninhada ou mais que uma, tudo dependendo das circunstâncias, em particular, da maior ou menor abundância de alimento. Os ninhos são construídos em cavidades, quer em árvores, quer em muros, quer em paredes de edifícios, cavidades que, após a escolha feita pelo casal, são forradas com musgos, ervas e outros materiais. As posturas variam entre 5 a 8 ovos que são incubados durante 12 a 14 dias. As crias permanecem no ninho durante cerca de 18 dias, mas só se tornam completamente independentes dos progenitores quatro semanas após o abandono do ninho.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Local e data do avistamento: Parque da Paz - Almada; 7 - Fevereiro - 2019)
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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)





Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus L.)
Ave da família Falconidae é também designado como Peneireiro-de dorso-malhadoPeneireiro-comumCigarreiroLagarteiro ou mais simplesmente como  Peneireiro
É uma espécie relativamente comum em Portugal onde ocorre sobretudo como residente, admitindo-se que possam existir no território do Continente até 3000 casais. 
Como ave de rapina que é, frequenta sobretudo campos abertos, como pastagens e outros terrenos agrícolas, bem como baldios em zonas urbanas, locais onde encontra condições mais favoráveis à caça dos animais de que se alimenta.
Alimentação: a dieta desta espécie é constituída pelas presas que caça, onde se incluem vertebrados (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e invertebrados (sobretudo insectos).
Reprodução: a época de reprodução tem geralmente início em Portugal por meados de Março, prolongando-se até finais de Junho.  Os ninhos são construídos em cavidades em escarpas, falésias e pedreiras e  montes abandonados, bem como em edifícios geralmente em ruínas. As posturas vão de 3 e 6 ovos que são incubados durante cerca de 28 dias. As crias permanecem no ninho durante aproximadamente 30 dias após a eclosão, mas só se tornam independentes cerca de um mês após o abandono do ninho.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Local e data do avistamento: Amora (Seixal); 5 - Fevereiro -2019)
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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Melro-preto (Turdus merula)

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Melro-preto (Turdus merula L.)
Ave da família Turdidae (com 24 a 29 cm de comprimento; 34 a 38 cm de envergadura de asas e com 80 a 125 gr. de peso) o Melro-preto, também designado vulgarmente por Melro,  ocorre em Portugal sobretudo como residente, estando presente em todo o território do Continente. Esta ave frequenta principalmente zonas com alguma cobertura de árvores ou arbustos, mesmo em espaços urbanos, sendo, ao invés, rara em áreas completamente abertas.
A espécie apresenta dimorfismo sexual: de facto, enquanto o macho (fotos 1, 2 e 3) tem plumagem preta brilhante e anel orbital amarelo bem visível; a fêmea (fotos 4, 5 e 6) apresenta uma plumagem escura de tom acastanhado e anel orbital bem mais  discreto que o do macho.
Alimentação: espécie omnívora, a sua dieta é constituída principalmente por minhocas e insectos que captura sobretudo no solo, mas inclui também bagas e outros frutos.
Reprodução: durante cada época de reprodução o melro-preto cria duas ou três ninhadas. Os ninhos em forma de taça, feitos à base de ervas e lama, são construídos em ramos de árvores e arbustos, a alturas  não superiores a 4 metros. As posturas variam entre 3 a 5 ovos que são incubados durante 12 a 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 14 dias após a eclosão. 
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".

sábado, 2 de fevereiro de 2019

Verdilhão (Chloris chloris)






Verdilhão *(Chloris chloris L). 
Pequena ave da família Fringillidae  (com 13 e 15 cm. de comprimento; envergadura de asas com cerca de 25 a 28 cm. e com 25 a 31 gr. de peso) o Verdilhão ocorre em Portugal sobretudo como residente e nidificante, embora também haja notícia da existência de migradores de passagem e de alguns escassos invernantes. Como residente é muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, embora seja menos abundante nas regiões secas do interior, escasseando também a altitudes mais elevadas.
Alimentação: a dieta desta espécie é constituída essencialmente por sementes e fruta, mas, durante a época da reprodução, também captura pequenos invertebrados, mormente insectos, que consome ou dá às crias.
Reprodução: esta ave cria uma ou duas ninhadas em cada ano, começando a nidificar em Portugal a partir de Março. O ninho é construído em ramos de árvores ou arbustos, a alturas entre 1 e 5 metros. Em cada postura são incubados 4 a 6 ovos durante cerca de 13 dias. As aves abandonam o ninho,  14 ou 15 dias após a eclosão. 
Estatuto de conservação da espécie:  "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Verdilhão-comum; Verdizela; Milheira-amarela; Amarelão.
(Local e data dos avistamentos: Almada; 28 - Janeiro e 2 - Fevereiro - 2019)
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sexta-feira, 25 de janeiro de 2019

Alfaiate (Recurvirostra avosetta)






Alfaiate (Recurvirostra avosetta L.)
Ave limícola de apreciáveis dimensões (42 a 45 cm de comprimento e cerca de 80 cm de envergadura) e peso (até 400 gramas) e facilmente identificável, quer pela plumagem branca com manchas pretas, quer pelo bico claramente recurvado para cima, ocorre em Portugal sobretudo como invernante relativamente comum, sendo especialmente abundante nos estuários do Tejo e do Sado, onde, durante a invernada, podem ser avistados bandos com algumas centenas (eventualmente milhares) de indivíduos. Existe também uma pequena população nidificante, com 4/5 centenas de casais concentrada sobretudo no litoral do sotavento algarvio (Sapal de Castro Marim e salinas de Santa Luzia, na Ria Formosa)
Família: Recurvirostridae;
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Local e data do avistamento: Sapal de Corroios (concelho do Seixal); 25 - Janeiro - 2019)
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)





Fuinha-dos-juncos * (Cisticola juncidis Rafinesque) 
Pequena ave da família Cisticolidae (com cerca de 10 cm de comprimento e com 8 a 9 gramas de peso) ocorre em Portugal como nidificante e residente comum em todo o território do Continente, ou mesmo muito comum, designadamente na Estremadura, Alentejo e Ribatejo. Prefere zonas de baixa altitude, sendo, por isso, mais fácil de encontrar no litoral do que nas zonas montanhosas das Beiras e de Trás-os-Montes. É particularmente abundante em sapais, na orla de estuários, margens de rios e lagoas, mas pode ser avistada  mesmo em áreas habitadas. 
Nidificação: constrói o ninho em locais com erva densa, a alguns centímetros do solo. As posturas (até 3 em cada ano) variam entre 4 e 6 ovos que são incubados durante 12 a 13 dias. As crias abandonam o ninho 14 a 15 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta desta ave é essencialmente constituída por insectos.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Bentoinha; Carriça-do-ar.
[Local e data do avistamento: Parque da Paz - Almada; 21 e 24 - Janeiro - 2019].
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domingo, 20 de janeiro de 2019

Pilrito-das-praias (Calidris alba)




 

 
Pilrito-das-praias (Calidris alba Pallas)
Ave limícola de pequenas dimensões (com 18 a 20 cm de comprimento) ocorre em Portugal como migrador de passagem e como invernante bastante comum, distribuindo-se ao longo de todo o litoral durante a sua permanência no país. Frequenta sobretudo as praias e áreas arenosas de estuários e lagoas costeiras, sendo habitualmente avistada na proximidade da zona de rebentação onde se dedica freneticamente à procura de alimento.
Família:Scolopacidae;
Alimentação: A dieta desta espécie é  constituída essencialmente por pequenos invertebrados que encontra na areia.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
[Local e data do avistamento: Estuário do Tejo - Baía do Seixal: 7 - Janeiro - 2019]
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quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Cotovia-de-poupa (Galerida cristata)




 
Cotovia-de-poupa *(Galerida cristata L.)
Distribuição: ave da família Alaudidae ocorre em Portugal como residente e nidificante bastante comum, sendo mais abundante no sul do que no norte do país. Habita sobretudo em zonas abertas, não montanhosas, sendo avistada com frequência na orla de estuários, em sapais e salinas.
Nidificação: nidifica geralmente de Março a Junho, construindo o ninho no chão. Pode fazer, em cada época, duas a três posturas, com 3 a 5 ovos, cada uma. Os ovos são incubados durante 11 a 13 dias. As crias podem abandonar o ninho 9 dias após a eclosão.
Alimentação: alimenta-se principalmente de sementes e de outros vegetais, mas inclui também insectos na sua dieta, em particular durante os meses de Verão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Cuquilada; Gagalhosa; Poupinha .
(Local e data: Ponta dos Corvos (Seixal); 17 - Janeiro - 2019
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terça-feira, 15 de janeiro de 2019

Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus)






Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus L.)
Também designada por Mainato-de-poupa, esta ave é originária de vários países da Ásia (China, Miamar, Cambodja, Vietname e Laos) e foi entretanto introduzida na Europa, havendo registos de nidificação, pelo menos, na Áustria e em Portugal. Esses registos no nosso país, são recentes, pois datam apenas  de 1997. Actualmente, a ave pode ser avistada durante todo o ano, sobretudo na região da Grande Lisboa, quer a Norte, quer a Sul do Tejo, onde as  suas aparições são frequentes, pelo que me tem sido dado observar.
Pertence à família Sturnidae, tal como o Estorninho-preto, com o qual apresenta algumas semelhanças, quer no aspecto geral, quer no comportamento alimentar. Distingue-se, no entanto, do estorninho em cuja companhia pode ser vista a alimentar-se, por ser de maior tamanho e por ter uma um tufo de penas (crista, ou poupa), na base do bico. Em voo, apresenta umas grandes manchas brancas nas asas que a distinguem perfeitamente do estorninho seu familiar.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Local e data: Setúbal; 2 - Janeiro - 2019)
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