quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca)





 Papa-moscas-preto (Ficedula hypoleuca Pallas)

Ave migradora de passagem, o Papa-moscas-preto já se encontra por cá, de novo, no território do Continente, onde deverá permanecer durante um período relativamente curto que poderá ir até ao final de Outubro, até prosseguir viagem rumo a outras paragens mais a Sul.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie: "pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada; 24 - Setembro - 2026)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Íbis-preta (Plegadis falcinellus)




 Íbis-preta (Plegadis falcinellus L.)

Ave da família Threskiornithidae, a Íbis-preta ocorre em Portugal sobretudo como invernante e como migrador de passagem, embora se encontrem em território português indivíduos desta espécie ao longo de todo o ano, tendo até havido nos últimos anos alguns casos de nidificação e um gradual e significativo aumento da população invernante e/ou residente.
A espécie em Portugal frequenta zonas húmidas, encontrando-se sobretudo em sapais, arrozais, e outros campos alagados na proximidade de estuários e lagoas, locais onde se alimenta de insectos, larvas, vermes e crustáceos.
Nidifica em colónias, construindo os ninhos em árvores e arbustos em zonas rodeadas por água. Põe em média 4 ovos, incubados durante cerca de 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 28 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento:Sapal de Corroios - Estuário do Tejo; 21 - Setembro  - 2026)

terça-feira, 22 de setembro de 2026

Peneireiro-de-dorso-malhado (Falco tinnunculus)

 

Peneireiro-de-dorso-malhado (Falco tinnunculus L.)
Ave da família Falconidae é também designado como Peneireiro-comum, Cigarreiro, Lagarteiro ou mais simplesmente como Peneireiro.
É uma espécie relativamente comum em Portugal onde ocorre sobretudo como residente, admitindo-se que possam existir no território do Continente uns 3000 casais.
Como ave de rapina que é, frequenta sobretudo campos abertos, como pastagens e outros terrenos agrícolas, bem como baldios em zonas urbanas, locais onde encontra condições mais favoráveis à caça dos animais de que se alimenta.
Alimentação: a dieta desta espécie é constituída pelas presas que caça, onde se incluem vertebrados (mamíferos, aves, répteis e anfíbios) e invertebrados (sobretudo insectos).
Reprodução: a época de reprodução tem geralmente início em Portugal por meados de Março, prolongando-se até finais de Junho. Os ninhos são construídos em cavidades em escarpas, falésias e pedreiras e montes abandonados, bem como em edifícios geralmente em ruínas. As posturas vão de 3 e 6 ovos que são incubados durante cerca de 28 dias. As crias permanecem no ninho durante aproximadamente 30 dias após a eclosão, mas só se tornam independentes cerca de um mês após o abandono do ninho.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento: Ponta dos Corvos - Seixal; 21 -  Setembro -2026)

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus)




Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus L.) (Juvenil)

Também designada por Mainato-de-poupa, esta ave é originária de vários países da Ásia (China, Miamar, Cambodja, Vietname e Laos) e foi entretanto introduzida na Europa, havendo registos de nidificação, pelo menos, na Áustria e em Portugal. Esses registos no nosso país, são recentes, pois datam apenas  de 1997. Actualmente, a ave pode ser avistada durante todo o ano, sobretudo na região da Grande Lisboa, quer a Norte, quer a Sul do Tejo, onde as  suas aparições são frequentes, pelo que me tem sido dado observar.
Pertence à família Sturnidae, tal como o Estorninho-preto, com o qual apresenta algumas semelhanças, quer no aspecto geral, quer no comportamento alimentar. Distingue-se, no entanto, do estorninho em cuja companhia pode ser vista a alimentar-se, por ser de maior tamanho e por ter uma um tufo de penas (crista, ou poupa), na base do bico. Em voo, apresenta umas grandes manchas brancas nas asas que a distinguem perfeitamente do estorninho, seu familiar.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada; 15 - Setembro - 2026)

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)

 


Fuinha-dos-juncos * (Cisticola juncidis Rafinesque) 

Pequena ave da família Cisticolidae (com cerca de 10 cm de comprimento e com 8 a 9 gramas de peso) ocorre em Portugal como nidificante e residente comum em todo o território do Continente, ou mesmo muito comum, designadamente na Estremadura, Alentejo e Ribatejo. Prefere zonas de baixa altitude, sendo, por isso, mais fácil de encontrar no litoral do que nas zonas montanhosas das Beiras e de Trás-os-Montes. É particularmente abundante em sapais, na orla de estuários, margens de rios e lagoas, mas pode ser avistada  mesmo em áreas habitadas. 
Nidificação: constrói o ninho em locais com erva densa, a alguns centímetros do solo. As posturas (até 3 em cada ano) variam entre 4 e 6 ovos que são incubados durante 12 a 13 dias. As crias abandonam o ninho 14 a 15 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta desta ave é essencialmente constituída por insectos.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Bentoinha; Carriça-do-ar.
[Avistamento: Parque da Paz - Almada; 15 - Setembro - 2026].

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)

 Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (macho)

Ave residente e nidificante em Portugal,distribui-se sobretudo pelo território a norte do Tejo, alargando-se, no entanto, a sua distribuição a todo o país, com a chegada de invernantes, durante o Outono e o Inverno.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: parque urbano de Almada, 15 - Setembro - 2026)

sábado, 12 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Poupa (Upupa epops)

 


Poupa (Upupa epops L.)

Ave de média dimensão (27 cm de comprimento), também designada, vulgarmente, por Boubela e  Poupa-pão, ocorre em Portugal como residente e nidificante relativamente comum, sendo observável  em todo o território do Continente. 
Família: Upupidae;
Dieta: a ave alimenta-se sobretudo de insectos e larvas, capturando boa parte das suas presas sondando o solo com o seu bico forte e comprido.
Nidificação: constrói o ninho em cavidades que encontra, quer nas árvores, quer em edifícios em ruínas. A postura, em geral, não ultrapassa 8 ovos, que são incubados durante 15 ou 16 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 26 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: Almada (Parque urbano); 12 - Setembro - 2026)

Libélulas: Tira-olhos-imperador (Anax imperator)

 


Imperador; Imperador-azul; Tira-olhos-imperador (Anax imperator Leach, 1815)

(Fêmea em oviposição)
Outras imagens e + informação: aqui.
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 9 - Setembro - 2026)

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Coleópteros: Trichius gallicus Dejean, 1821


Trichius gallicus Dejean, 1821 *

Classificação científica:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta:
Ordem: Coleoptera;
Subordem: Polyphaga;
Família: Cetoniidae;
Género: Trichius;
Espécie: Trichius gallicus.

Distribuição: Europa (presente em grande parte dos países europeus, desde Portugal, a Oeste, até à Ucrânia, a Leste; Noroeste de África (Argélia e Marrocos) e arquipélago das Canárias.

* Sinonímia: Trichius zonatus Germar, 1829; Trichius rosaceus Voet, 1778.
[Avistamento: Amieira (Oleiros); 17 - Maio - 2026]

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Bela-dama ou Vanessa-dos-cardos [Vanessa cardui)

Bela-dama ou Vanessa-dos-cardos [Vanessa cardui (Linnaeus, 1758)]

Reino: Animalia
Filo: Arthropoda
Classe: Insecta
Ordem: Lepidoptera
Família: Nymphalidae
Género: Vanessa
Espécie: Vanessa cardui
[Avistamento:Parque da Paz - Almada; 31 - Agosto 2026]

sábado, 29 de agosto de 2026

Íbis-preta (Plegadis falcinellus)



Íbis-preta (Plegadis falcinellus L.)
Ave da família Threskiornithidae, a Íbis-preta ocorre em Portugal sobretudo como invernante e como migrador de passagem, embora se encontrem em território português indivíduos desta espécie ao longo de todo o ano, tendo até havido nos últimos anos alguns casos de nidificação e um gradual e significativo aumento da população invernante e/ou residente.
A espécie em Portugal frequenta zonas húmidas, encontrando-se sobretudo em sapais, arrozais, e outros campos alagados na proximidade de estuários e lagoas, locais onde se alimenta de insectos, larvas, vermes e crustáceos.
Nidifica em colónias, construindo os ninhos em árvores e arbustos em zonas rodeadas por água. Põe em média 4 ovos, incubados durante cerca de 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 28 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento:Sapal de Corroios; 29 - Agosto - 2026)

quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Gafanhotos: Aiolopus puissanti

 Aiolopus puissanti Defaut, 2005

Classificação:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Orthoptera;
Família: Acrididae;
Género: Aiolopus;
Espécie: A. puissanti
Distribuição: Sudoeste europeu (Sul de França e Península Ibérica) e Noroeste de África.
Habitat: terrenos relvados com alguma humidade, ainda que temporária.
(Avistamento: Lagoa de Albufeira (Sesimbra); 3 - Julho - 2025)

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea) (Juvenil)




Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea Tunstall) (juvenil)

Família: Motacillidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
[Avistamento: Troviscal (Sertã); 13 - Julho - 2026]

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Coleoptera: Nustera distigma



Nustera distigma (Charpentier, 1825)

Classificação científica:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Coleoptera;
Subordem: Polyphaga;
Família: Cerambycidae;
Género: Nustera;
Espécie: Nustera distigma.
Distribuição: 
Europa (Península Ibérica e França); Noroeste de África (Marrocos e Argélia).
[Avistamento: Santiago de Montalegre (Sardoal); 16 - Maio 2026]

sábado, 1 de agosto de 2026

Insectos: Exoprosopa jacchus



Exoprosopa jacchus (Fabricius, 1805)
Classificação:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Diptera;
Família: Bombyliidae;
Género: Exoprosopa;
Espécie: Exoprosopa jacchus.

Distribuição: a população desta espécie concentra-se quase na sua  totalidade na Europa (Centro; Sul e Oeste). com registos de ocorrências muito raros no Norte de África (Marrocos) e Ásia (Irão).
[Avistamento: Teixedas (Sabugal); 6 - Julho - 2026]

quarta-feira, 29 de julho de 2026

Andorinha-ruiva (Cecropis rufula)






Andorinha-ruiva (Cecropis rufula Temminck, 1835)

A Andorinha-ruiva é ave migradora, da família Hirundinidae, que ocorre em Portugal como espécie estival e nidificante e que permanece entre nós desde Fevereiro/Março até ao final do verão, migrando depois para a África a sul do Sará. Em Portugal distribui-se por quase todo o território, embora de forma irregular, sendo mais abundante no interior do que no litoral, sendo mesmo rara nalgumas regiões do litoral norte. A população desta espécie, no território português, tem vindo a aumentar nas últimas décadas, tendo passado de muito rara a relativamente comum, embora a sua população continue a ser escassa em relação a outras espécies de andorinhas.
Para a construção do ninho, com a forma de uma taça feita de lama, com um túnel de acesso que chega a ter 14 cm de comprimento, utiliza, por via de regra, construções humanas (pontes, viadutos e edifícios em ruínas) embora haja registo de ninhos construídos em fragas rochosas, nalgumas regiões.
Durante a época da nidificação, coincidente com o período de permanência em Portugal, chega a fazer três posturas de 3 a 5 ovos, cada uma, sendo os ovos incubados durante 13 a 16 dias. As crias permanecem no ninho entre 22 a 26 dias.
A sua dieta é constituída por insectos de várias espécies capturados em pleno voo.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: Troviscal (Sertã); 20 - Maio - 2026)

terça-feira, 28 de julho de 2026

Borboletas: Laranja-grande-das-montanhas (Argynnis aglaja)

 



Laranja-grande-das-montanhas (Argynnis aglaja, Linnaeus, 1758)
Classificação:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Lepidoptera;
Família: Nymphalidae;
Género: Argynnis;
Espécie: Argynnis aglaja.

Distribuição: a população desta espécie concentra-se sobretudo na Europa e na zona temperada da Ásia, com raros registos no Norte de África (Marrocos) e na América do Norte (Canadá). 
[Avistamento: margens do rio Côa em Quadrazais (Sabugal); 9 - Julho - 2026]