domingo, 31 de maio de 2026

Tentilhão-comum (Fringilla coelebs)




 Tentilhão-comum * (Fringilla coelebs L.) (macho)

Ave de pequenas dimensões (com cerca de 15 cm de comprimento; 25 a 29 cm de envergadura; e com 18 a 25 gramas de peso) ocorre em Portugal como residente e invernante comum, distribuindo-se por todo país, ainda que seja mais abundante no Norte e Centro do que no Sul. Frequenta sobretudo zonas arborizadas, incluindo pomares e parques públicos.
Família: Fringillidae;
Alimentação: a dieta desta ave é constituída essencialmente por sementes e outros materiais vegetais (flores, folhas e pequenos rebentos), mas, durante a época da reprodução, muda de dieta que passa a  ser constituída sobretudo por insectos e outros pequenos invertebrados.
Reprodução: por via de regra, esta ave não cria mais que uma ninhada durante cada época de reprodução. O ninho em forma de taça é construído nos ramos das árvores ou arbustos, à altura de 2 a 6 metros a partir do solo. As posturas podem variar entre 3 e 6 ovos que são incubados pela fêmea durante 10 a 16 dias. As crias abandonam o ninho 11 a 18 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie em Portugal: "pouco preocupante"
* Outros nomes comuns: Tentilhão; Batachim; Chincalhão; Pimpalhão; Pardal-d'asa-branca.
(Avistanento: Troviscal (Sertã); 2 0- Maio -2026)

domingo, 17 de maio de 2026

Borboletas: Fritilária-comum (Melitaea deione)

 



 Fritilária-comum [Melitaea deione (Geyer, 1832)]

Classificação:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Lepidoptera;
Família: Nymphalidae;
Género: Melitaea;
Espécie: Melitaea deione.
(Avistamento: Troviscal (Sertã); 17 - Maio - 2026)

sábado, 9 de maio de 2026

Cigarrinha-das-pastagens (Cercopis intermedia)

Cigarrinha-das-pastagens (Cercopis intermedia Kirschbaum, 1868)

Classificação científica:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Hemiptera;
Família: Cercopidae;
Género: Cercopis;
Espécie: Cercopis intermedia.

Distribuição: Europa, com destaque para a Península Ibérica e França (onde se concentra a maior parte da população mundial da espécie); Ásia Ocidental, (em torno do Mediterrâneo, Mar Negro e Mar Cáspio); e  Norte de África (Marrocos e Argélia).

Ecologia/habitat: quer como adulto, quer enquanto ninfa, ocorre em prados e pastagens e outros locais onde haja ervas, folhas e caules de outras plantas de que se alimenta, com preferência por locais quentes e ensolarados.
(Avistamento: Odiáxere; 30 - Março - 2026)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XXII): Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros) (Fêmea)

 





Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (Fêmea)

Ave residente e nidificante em Portugal, o Rabirruivo-preto distribui-se por todo o território do Continente, sendo embora mais comum a norte do Tejo. Refira-se ainda que a sua população ao longo de todo o território aumenta durante o Outono e o Inverno com a chegada e permanência de invernantes.
FamíliaMuscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada, 8 - Maio - 2026)

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Hemípteros: Eurydema oleracea



Eurydema oleracea (Linnaeus, 1758)

Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Hemiptera;
Família: Pentatomidae;
Género: Eurydema;
Espécie: Euridema oleracea.

Distribuição: espécie conhecida pela designação comum de "Percevejo-das-couves" ou "Percevejo-das-crucíferas", distribui-se por quase toda a Europa (com excepção da parte mais a norte dos países escandinavos); por regiões da Ásia Central e Ocidental e pelo Norte de África. Em Portugal ocorre no território do Continente e também no arquipélago dos Açores. Neste arquipélago, presumo eu, como espécie introduzida.

Ecologia:  a espécie, quer como aduto, quer enquanto ninfa, alimenta-se de plantas da família das Brassicaceae/Cruciferae, onde se incluem plantas cultivadas  como couves, nabos e outras hortaliças.
(Avistamento: Vila Nova de Gaia; 1 - Maio - 2026)

terça-feira, 5 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XXI): Verdilhão (Chloris chloris)



Verdilhão *(Chloris chloris L.) (Macho)

Pequena ave da família Fringillidae  (com 13 a 15 cm. de comprimento; envergadura de asas com cerca de 25 a 28 cm. e com 25 a 31 gr. de peso) o Verdilhão ocorre em Portugal sobretudo como residente e nidificante, embora também haja notícia da existência de migradores de passagem e de alguns escassos invernantes. Como residente é muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, embora seja menos abundante nas regiões secas do interior, escasseando também a altitudes mais elevadas.
Alimentação: a dieta desta espécie é constituída essencialmente por sementes e fruta, mas, durante a época da reprodução, também captura pequenos invertebrados, mormente insectos, que consome ou dá às crias.
Reprodução: esta ave cria uma ou duas ninhadas em cada ano, começando a nidificar em Portugal a partir de Março. O ninho é construído em ramos de árvores ou arbustos, a alturas entre 1 e 5 metros. Em cada postura são incubados 4 a 6 ovos durante cerca de 13 dias. As crias abandonam o ninho 14 ou 15 dias após a eclosão. 
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Verdilhão-comum; Verdizela; Milheira-amarela; Amarelão.
(Avistamento: parque urbano de Almada; 5 - Maio - 2026)

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XX): Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus)



 Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus L.) 
Também designada por Mainato-de-poupa, esta ave é originária de vários países da Ásia (China, Miamar, Cambodja, Vietname e Laos) e foi entretanto introduzida na Europa, havendo registos de nidificação, pelo menos, na Áustria e em Portugal. Esses registos no nosso país, são recentes, pois datam apenas  de 1997. Actualmente, a ave pode ser avistada durante todo o ano, sobretudo na região da Grande Lisboa, quer a Norte, quer a Sul do Tejo, onde as  suas aparições são frequentes, pelo que me tem sido dado observar.
Pertence à família Sturnidae, tal como o Estorninho-preto, com o qual apresenta algumas semelhanças, quer no aspecto geral, quer no comportamento alimentar. Distingue-se, no entanto, do estorninho em cuja companhia pode ser vista a alimentar-se, por ser de maior tamanho e por ter uma um tufo de penas (crista, ou poupa), na base do bico. Em voo, apresenta umas grandes manchas brancas nas asas que a distinguem perfeitamente do estorninho, seu familiar.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada; 20 - Abrill - 2026)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XIX): Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)





Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (macho)

Ave residente e nidificante em Portugal, o Rabirruivo-preto distribui-se por todo o território do Continente, sendo embora mais comum a norte do Tejo. Refira-se ainda que a sua população ao longo de todo o território aumenta durante o Outono e o Inverno com a chegada e permanência de invernantes.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada, 28 - Abril - 2026)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVIII): Chamariz ou Milheirinha (Serinus serinus)

 






Chamariz ou Milheirinha *(Serinus serinus L.) (Macho)
Pequena ave da família Fringillidae com cerca de 12 cm de comprimento e aproximadamente com 10 gramas de peso, ocorre em Portugal como residente e nidificante muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, ainda que não uniformemente. É especialmente abundante durante o Inverno, altura em que às populações residentes se juntam populações invernantes.
Nidificação: a época de reprodução desta espécie inicia-se entre o final de Fevereiro e o de Março. Os ninhos em forma de taça são construídos nos ramos de árvores ou arbustos, com ervas, musgos, líquenes, penas e pêlos e neles são postos entre 2 a 5 ovos que são incubados durante 13 dias. As crias abandonam o ninho 13 a 18 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é essencialmente constituída por sementes e outros alimentos vegetais, mas pode também incluir pequenos invertebrados, sobretudo insectos.
Estatuto de conservação da espéciePouco preocupante.
(Avistamento: Parque urbano de Almada; 27 - Abril - 2026)

quarta-feira, 22 de abril de 2026

Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus)

 



Lagartixa-do-mato (Psammodromus algirus Linnaeus, 1758


Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Chordata;
Classe: Reptilia;
Ordem: Squamata;
Família: Lacertidae;
Género: Psammodromus;
Espécie: P. algirus.

Características: lagartixa com escamas bem desenvolvidas e bastante comprida, podendo atingir até 30 cm de comprimento, contando com a cauda extensa (até 20cm).

Distribuição: Sudoeste da Europa (Portugal, Espanha, França e Itália) e Noroeste de África (Marrocos, Argélia e Tunísia). Em Portugal ocorre ao longo de quase todo o território do Continente, estando, porém ausente a altitudes acima dos 1600 m.
(Avistamento: Verdizela - Corroios (Seixal); 22 - Abril - 2026)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVII): Pombo-torcaz (Columba palumbus)

 






Pombo-torcaz (Columba palumbus L.)
Ave com cerca de 45 cm de comprimento e com 75 a 80 cm de envergadura, p Pomo-torcaz é o mais corpulento de todos os pombos presentes na Europa, podendo atingir um peso próximo dos 600 gramas.
Ocorre em Portugal como residente e invernante comum, sendo, enquanto residente e nidificante, mais abundante no Norte e Centro do país, ao passo que, durante a invernada, é mais frequente no Alentejo, onde encontra maior abundância de alimento.
Frequenta sobretudo bosques e florestas, mas pode também ser encontrado em parques urbanos desde que arborizados.
FamíliaColumbidae;
Reprodução: A época de reprodução inicia-se em Portugal no início de Março. O ninho é construído na copa das árvores, sendo formado por uma plataforma pouco elaborada feita à base de pequenos ramos e ervas secas. As posturas (1 ou 2 em cada ano) raramente vão além de 1 ou 2 ovos. Estes são incubados pela fêmea e pelo macho durante cerca de 17 dias. As crias só abandonam o ninho passados 20 a 35 dias após a eclosão. 
Alimentação: a dieta desta ave é constituída por sementes de vários cereais e, sobretudo, por bolotas de sobreiros, azinheiras e carvalhos.
Estatuto de conservação da espécie: embora seja objecto da actividade venatória, o estatuto do Pombo-torcaz quanto à sua conservação é considerado "pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada;  20- Abril - 2026)

segunda-feira, 13 de abril de 2026

Insectos:Bombylella atra

 


Bombylella atra Scopoli, 1763 *
Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Diptera;
Família: Bombyliidae;
Género: Bombylella;
Espécie: Bombylella atra.

Distribuição: Europa (Sul; Centro; Leste e Oeste); Ásia (Oeste).

* Sinonímia: Bombylius atra Scopoli, 1763 (basónimo)
(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 10 - Abril - 2026)

sábado, 11 de abril de 2026

Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus)

 
Felosa-ibérica (Phylloscopus ibericus Ticehurst, 1937)
 Ave insectívora de pequenas dimensões (com 11 a 12 cm de comprimento e 15 a 21 cm de envergadura e com peso à volta de 7 a 8 gramas) ocorre em Portugal, no território do Continente, como visitante estival e nidificante, pouco comum, onde chega entre Fevereiro e Abril e onde permanece nas zonas de nidificação até Setembro. Distribui-se pelo território nacional de forma irregular, sendo mais comum  nas zonas próximas do litoral e mais rara nas regiões do interior, frequentando zonas com vegetação abundante, desde bosques (designadamente de carvalhos e sobreiros) até galerias ripícolas. 

É muito semelhante à Felosa-comum (Phylloscopus collybita) e com ela facilmente confundível a ponto de, durante muito tempo, ter sido considerada como uma subespécie daquela com a designação de  Phylloscopus collybita brehmii. Só recentemente (1997) ganhou o estatuto de espécie distinta. Para a distinguir, aconselham os especialistas que se atente no canto e chamamento (assaz diferentes entre as 2 espécies) e na época da ocorrência no país (que não acontece em simultâneo: a Felosa-comum é invernante e a Felosa-ibérica é estival). Notam, por outro lado, que as cores da plumagem da Felosa-ibérica são mais vivas que as da plumagem da referida congénere e que a listra supraciliar daquela é mais acentuada e definida do que a desta.

Família: Phylloscopidae.

(Avistamento: Parque da Paz - Almada; 10 - Abril - 2026)

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Chapim-real (Parus major)




Chapim-real *(Parus major L.)
Sendo embora o maior dos chapins que ocorrem em Portugal, ainda assim o Chapim-real é uma pequena ave com cerca de 14 cm de comprimento, envergadura de asas à volta de 25 cm e com cerca de 20 gramas de peso. 
Em Portugal ocorre quer como invernante, quer sobretudo como residente e nidificante bastante comum, podendo encontrar-se ao longo de todo o território, frequentando principalmente bosques e outras zonas arborizadas.
Família Paridae;
Reprodução: Por via de regra, o ninho é construído em cavidades de árvores, de muros ou paredes, podendo a ave criar mais que uma ninhada em cada ano. A dimensão da posturas é variável, podendo ir desde 3 a 9 ovos, que são incubados durante 13 a 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 16 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é constituída essencialmente por variados insectos. Em épocas com menos abundância de presas, a ave também recorre a frutos e sementes.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Mejengra; Aguça-a-serra; Pimpim-servém; Chincharravelha.
(Avistamento; Parque da Paz - Almada; 9 - Abril - 2026)

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Borboletas: Coscinia chrysocephala

Coscinia chrysocephala (Hübner, [1810]) 
Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Lepidoptera;
Família: Erebidae;
Género: Coscinia;
Espécie: Coscinia chrysocephala.

Distribuição: A população desta espécie concentra-se, quase na sua totalidade, no Sul da Península Ibérica, havendo, contudo, alguns poucos registos no Sul de Itália e no Noroeste de África.

Habitat:  locais secos e quentes na orla e em clareiras de matos e de bosques ralos, com abundância de gramíneas (de que as larvas se alimentam preferentemente).

(Avistamento: Alentejo; 2 - Abril - 2026)

sábado, 21 de março de 2026

Hemípteros: Beosus maritimus

 


Beosus maritimus (Scopoli, 1763)
Taxonomia:
Reino: Animalia;
Filo: Arthropoda;
Classe: Insecta;
Ordem: Hemiptera;
Família: Rhyparochromidae;
Género: Beosus;
Espécie: B. maritimus.
Distribuição: A população desta espécie concentra-se na Europa, no Oeste da Ásia e nas ilhas da Macaronésia.
Ecologia/habitat: a espécie ocorre sobretudo em solos arenosos, ensolarados e com vegetação rasteira. 
(Avistamento:  Alcochete; 16 - Março - 2026)