terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Alfaiate (Recurvirostra avosetta)







Alfaiate (Recurvirostra avosetta L.)
Ave limícola de apreciáveis dimensões (42 a 45 cm de comprimento e cerca de 80 cm de envergadura) e peso (até 400 gramas) e facilmente identificável, quer pela plumagem branca com manchas pretas, quer pelo bico claramente recurvado para cima, ocorre em Portugal sobretudo como invernante relativamente comum, sendo especialmente abundante nos estuários do Tejo e do Sado, onde, durante a invernada, podem ser avistados bandos com algumas centenas (eventualmente milhares) de indivíduos. Existe também uma pequena população nidificante, com 4/5 centenas de casais concentrada sobretudo no litoral do sotavento algarvio (Sapal de Castro Marim e salinas de Santa Luzia, na Ria Formosa)
Família: Recurvirostridae;
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
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sábado, 8 de dezembro de 2018

Felosa-comum (Phylloscopus collybita)




Felosa-comum *(Phylloscopus collybita Vieillot)
Pequena ave da família Phylloscopidae (com cerca de 10cm de comprimento e 6 a 9 gramas de peso) ocorre em Portugal como invernante muito comum, podendo ser facilmente avistada enquanto permanece no país, sobretudo de Novembro a Março. Como nidificante em Portugal é muito rara, sendo, aliás, muto escassas as confirmações de nidificação.
Reprodução: a felosa-comum cria em geral duas ninhadas em cada ano. As posturas variam entre 4 a 7 sete ovos que são incubados durante 13 a 15 dias. As crias abandonam o ninho 14 a 16 dias após a eclosão.
Dieta: a alimentação é constituída essencialmente insectos.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
*Outros nomes comuns: Felosinha-comum; Tolinha-das-couves; Bago-d'uva; Fuim; Fulecra.
(Local e data do avistamento: Parque da Paz - Almada; 1- Dezembro - 2018
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quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

Galeirão-comum (Fulica atra)




Galeirão-comum (Fulica atra L.)

Ave da família Rallidae,  ocorre  em Portugal como invernante e como residente e nidificante comum, sendo mais abundante no sul do território do Continente do que no norte, encontrando-se também mais frequentemente nas regiões do litoral do que no interior.  Frequenta zonas húmidas, providas de água, como pauis, lagoas, incluindo as costeiras, lagos, açudes e charcas, locais onde nidifica. 
Espécie omnívora, a sua dieta, no entanto, é constituída sobretudo por ervas e outras plantas. 
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"

(Local e data o avistamento: Parque da Paz - Almada; 06 - Outubro -2018)
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terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Perna-vermelha-comum (Tringa totanus)





Perna-vermelha-comum *(Tringa totanus L.)
Ave limícola da família Scolopacidae, ocorre em Portugal como invernante e como migrador de passagem bastante comum e como nidificante raro. É avistável sobretudo ao longo do litoral principalmente nos meses de Agosto a Abril e também pode ser encontrado, embora raramente, em algumas zonas húmidas do interior. A população nidificante em Portugal não tem grande expressão numérica, havendo, no entanto, notícia de alguns casos de nidificação em salinas, aquaculturas e sapais, mormente em locais na proximidade dos estuários do Mondego, do Tejo e do Sado, bem como na Ria Formosa e na Reserva de Castro Marim.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Perna-vermelha; Chalreta; Maçarico; Xibele.
(Local e data do avistamento: Estuário do Tejo - Baía do Seixal; 4 - Dezembro 2018)
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domingo, 2 de dezembro de 2018

Cartaxo-comum (Saxicola rubicola)

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Cartaxo-comum (Saxicola rubicola L.) 
Pequena ave da família Muscicapidaecom cerca de 13 cm de comprimento e com 13 a 17 gramas de peso, ocorre em Portugal como residente (e nidificante) comum em todo o território do Continente, sendo mesmo muito comum em algumas regiões, como o Alentejo, Ribatejo e Estremadura, preferindo, aparentemente, os campos e bosques abertos, zonas de montado e orlas de sapal e outras zonas húmidas.
Ave insectívora, constrói o ninho no solo ou em arbustos ou por entre vegetação densa, a baixa altura. As posturas (2 ou 3 por ano) variam entre 4 a 6 ovos que são incubados durante 13 a 14 dias. As crias abandonam o ninho 12 a 16 dias após a eclosão.
Esta espécie apresenta claro dimorfismo sexual: o padrão é semelhante, mas as cores (cabeça preta; peito cor de fogo) no macho (v. as 2 últimas fotos) são muito vivas, enquanto que na fêmea (cfr. as 2 primeirassão bem mais discretas.
[Locais e datas dos avistamentos: fêmea (fotos 1 e 2); Parque da Paz - Almada; 31 - Janeiro - 2018; macho (fotos 3 e 4); Estuário do Tejo - Moinhos de Maré - Seixal; 28 - Novembro - 2018]
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terça-feira, 27 de novembro de 2018

Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)





Garça-branca-pequena (Egretta garzetta L.) 
Ave de média dimensão, com cerca de 55 a 65 cm de altura e 88 a 106 cm de envergadura. ocorre em Portugal sobretudo como residente e nidificante, sendo mais abundante nas regiões do litoral a sul da ria de Aveiro e rara nas regiões do interior a norte do Tejo.
FamíliaArdeidae.
Habitat: A ave aqui representada tem o seu habitat natural nas zonas húmidas das regiões temperadas da Europa, África e Ásia;
Alimentação: a dieta é constituída por pequenos animais, designadamente peixes, anfíbios, crustáceos e insectos;
Reprodução: nidifica em colónias, fazendo os ninhos em árvores e arbustos na proximidade da água. A postura varia entre 3 e 5 ovos e a incubação vai de 21 a 25 dias;
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante", segundo a União Internacional para a Conservação da Natureza.
(Local e data do avistamento: Estuário do Tejo - Baía do Seixal; 27 - Novembro - 2018)
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segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Rola-do-mar (Arenaria interpres)



Rola-do-mar * (Arenaria interpres L.)
Ave limícola que ocorre em Portugal como invernante e migradora de passagem relativamente comum, frequentando sobretudo os estuários, lagoas costeiras e zonas rochosas no litoral.
Fora da época das migrações e da invernada, permanece em território português uma população não muito numerosa constituída por indivíduos ainda não reprodutores. 
A alimentação da espécie é constituída principalmente por invertebrados aquáticos. 
FamíliaScolopacidae .
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
* Outros nomes comuns: Vira-pedras; Rolinha; Pírula.
(Local e data do avistamento: Estuário do Tejo - Cova do Vapor - Trafaria  - Almada; 09-10-2018)
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sábado, 24 de novembro de 2018

Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)



Fuinha-dos-juncos * (Cisticola juncidis Rafinesque) 
Pequena ave da família Cisticolidae (com cerca de 10 cm de comprimento e com 8 a 9 gramas de peso) ocorre em Portugal como nidificante e residente comum em todo o território do Continente, ou mesmo muito comum, designadamente na Estremadura, Alentejo e Ribatejo. Prefere zonas de baixa altitude, sendo, por isso, mais fácil de encontrar no litoral do que nas zonas montanhosas das Beiras e de Trás-os-Montes. É particularmente abundante em sapais, na orla de estuários, margens de rios e lagoas, mas pode ser avistada  mesmo em áreas habitadas. 
Nidificação: constrói o ninho em locais com erva densa, a alguns centímetros do solo. As posturas (até 3 em cada ano) variam entre 4 e 6 ovos que são incubados durante 12 a 13 dias. As crias abandonam o ninho 14 a 15 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta desta ave é essencialmente constituída por insectos.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Bentoinha; Carriça-do-ar.
[Local e data do avistamento: Lagoa dos Salgados; concelho de Silves (Algarve); 27 - Setembro - 2018].
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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Era uma vez...

...ou uma história que acaba mal. Para a minhoca, como é bom de ver. 
Ao invés, o Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos), o "mau" da história, aparentemente, a crer na última das imagens, nem de uma difícil digestão se pode queixar. 








(Local e data do "acontecimento": Parque da paz - Almada; 14 - Novembro - 2018)
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sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Poupa (Upupa epops)

Poupa (Upupa epops L.)
Ave de média dimensão (27 cm de comprimento), também designada, vulgarmente, por Boubela e  Poupa-pão, ocorre em Portugal como residente e nidificante relativamente comum, sendo observável  em todo o território do Continente. 
Família: Upupidae;
Dieta: a ave alimenta-se sobretudo de insectos e larvas, capturando alguns deles sondando o solo com o seu bico comprido.
Nidificação: constrói o ninho em cavidades que encontra, quer nas árvores, quer em edifícios em ruínas. A postura, em geral, não ultrapassa 8 ovos, que são incubados durante 15 ou 16 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 26 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Local e data do avistamento: Estuário do Tejo - Baía do Seixal; 26 - Outubro - 2018)
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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Pisco-de-peito-azul (Luscinia svecica)





Pisco-de-peito-azul *(Luscinia svecica L.)
Pequena ave da família Muscicapidae (com 13 a 14 cm de comprimento e cerca de 20 gramas de peso) ocorre  em Portugal sobretudo como migrador de passagem e como invernante relativamente comum, embora localizado, pois encontra-se sobretudo em áreas húmidas e em especial nos estuários do Tejo e do Sado e na Ria Formosa.
Há também notícia de alguns casos raros e ocasionais de nidificação, designadamente na Serra da Estrela e na Serra de Montesinho.
Das 11 subespécies reconhecidas, em Portugal ocorrem apenas as subespécies L. s. namnetum e L.s. cyanecula.
A sua dieta é constituída principalmente por insectos e larvas, mas a ave pode também consumir frutos silvestres e sementes.
Estatuto de conservação da espécie: "pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Barbinha-azul; Coleira.
(Local e data do avistamento: Parque da Paz - Almada; 13 - Outubro - 2018)
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terça-feira, 30 de outubro de 2018

Alvéola-branca (Motacilla alba)






Alvéola-branca *(Motacilla alba L.)
 Ave de pequeno porte (16 a 19 cm de comprimento) da família Motacillidae. 
Ave muito elegante  e bastante comum  em Portugal onde ocorrem duas subespécies: a nominal (M. a. alba) designada por Alvéola-branca-comum, como residente e nidificante e a M. a. yarrellii (Alvéola-branca-enlutada) apenas como invernante. Em qualquer dos casos a espécie é mais comum no norte do país do que no sul. 
Prefere as proximidades dos cursos de água e prados, mas é igualmente avistável, em parques e jardins e nas proximidades das povoações.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Arvela; Boieira; Lavandeira; Lavandisca; Pastorinha.
(Local e data do avistamento: Almada - Parque da Paz; 8/13 - Outubro - 2018)
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