sábado, 25 de Outubro de 2014

domingo, 19 de Outubro de 2014

Ganso-de-pescoço-ruivo (Branta ruficollis)



Ganso-de-pescoço-ruivo, ou Ganso-de-peito-ruivo (Branta ruficollis Pallas)
Ave migradora, com cerca de 55 cm de comprimento, da família Anatidae, nidifica na Sibéria, especialmente na Península de Taimir, invernando nas estepes do sudeste europeu (Bulgária, Roménia, Ucrânia e sul da Rússia) e do Cazaquistão. 
Nidifica em pequenas colónias, construindo o ninho em encostas mais ou menos íngremes, ou próximo de precipícios, por vezes em "associação" com ninhos de aves de rapina, como forma de diminuir a predação por parte de outros animais como a raposa do Árctico. O ninho, onde a fêmea põe entre 4 a 6 ovos é  forrado com ervas, musgos e penas. Os ovos são incubados pela fêmea, durante cerca de 25 dias, período durante o qual o macho permanece vigilante nas imediações do ninho. Logo após a eclosão, as crias seguem os pais à procura de comida.
A dieta desta ave é constituída essencialmente por ervas, folhas  e sementes.
Estatuto de conservação da espécie: "Em perigo".
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quinta-feira, 16 de Outubro de 2014

Ganso-do-Egipto (Alopochen aegyptiacus)

 


Um casal de Gansos-do-Egipto (Alopochen aegyptiacus L.) de regresso ao parque da Paz em Almada, onde já, há uns 3 ou 4 anos, se não avistava esta espécie.
(Data: 15 - Outubro - 2014)
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sábado, 11 de Outubro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 13: Mycteria leucocephala


Mycteria leucocephala Pennant
Ave da família Ciconiidae, com cerca de 1m de altura e 1,5m de envergadura. Distribui-se pelo subcontinente indiano, Sri Lanka e Sudeste da Ásia, em regiões próximas de lagos, lagoas e cursos de de água, locais onde, em águas pouco profundas, procura alimento que é constituído por peixes, batráquios e outras espécies de animais que vivem em meio aquático.
Os ninhos constituídos por simples plataformas de galhos e ramos são construídos na copa das árvores, frequentemente na proximidade de povoações, aparentemente, por razões de segurança.  
As posturas variam entre 2 e 5 ovos. Estes são incubados diurante cerca de um mês e os filhotes, permanecem no ninho durante cerca de 2 meses após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Quase ameaçada".
(Local e data: Yala National Park - Sri Lanka; 23 - Agosto - 2014)~
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quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 12: Guarda-rios-de-papo-branco (Halcyon smyrnensis)



Guarda-rios-de-papo-branco (Halcyon smyrnensis L.)
Ave da família Alcedinidae, tem 28 cm de comprimento e 43 de envergadura. As suas populações, (divididas em 4 subespécies: H. s. smirnensis; H.s.fusca (que é a subespécie presente no Sri lanka); H.s. saturatiore H.s. gularisdistribuem-se por parte da Europa (Bulgária e Turquia) e por todo o sul da Ásia e Filipinas.
Nidifica em túneis escavados pelo casal em taludes ou barreiras de terra, eventualmente em medas de palha ou feno. As posturas variam entre 4 e 7 ovos que são incubados durante 20 a 22 dias. As crias saem do ninho 19 dias após a eclosão.
A dieta desta espécie é variada, incluindo peixes, crustáceos, insectos, minhocas, roedores, cobras, rãs e até pequenas aves.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Local e data: Hotel Heritance Kandalama - Sri Lanka; 21 - Agosto - 2014)
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terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 11: Pisco-da-Índia (Saxicoloides fulicatus)

 


Pisco-da-Índia (Saxicoloides fulicatus L.)
Ave da família Muscicapidae é comum no Sri Lanka e nos vários países do subcontinente indiano (Paquistão, Índia, Nepal, Butão e Bangladeche), encontrando-se com frequência na proximidade de lugares habitados. É uma espécie com dimorfismo sexual: a plumagem do macho é predominantemente preta e a da fêmea acastanhada, embora a plumagem de ambos sexos também varie em função das várias subespécie a que cada indivíduo pertence. A subespécie presente no Sri Lanka é designada por Leucopteros.
Nidifica em buracos em paredes ou em cavidades em troncos de árvores. As posturas variam entre os 3 e os 4 ovos, incubados apenas pela fêmea, durante 10 a 12 dias, No entanto, na alimentação das crias participam os dois membros do casal.
A dieta destas aves é constituída essencialmente por insectos.
Estatuto de conservação da espécie: "pouco preocupante".
(Local e data: Hotel Heritance Kandalama - Sri Lanka; 20 - Agosto - 2014) 
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sábado, 4 de Outubro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 10: Rola-da-china (Spilopelia chinensis)



Rola-da-china ( Spilopelia chinensis Scopoli,)
Ave da família Columbidae com área de distribuição natural confinada ao subcontinente indiano, ao Sri Lanka e ao Sudeste da Ásia. Trata-se, no entanto, de uma espécie cuja área de distribuição se encontra em expansão, estando já presente nos Estados Unidos, onde foi introduzida, bem como na Austrália, na Nova Zelândia e na Indonésia.
O ninho é constituído por uma simples plataforma formada por pequenos galhos  grosseiramente entrelaçados e é construído, por via de regra, em vegetação baixa, eventualmente no chão, em muros ou noutras estruturas de construção humana. Cada postura não vai além de dois ovos que são incubados pela fêmea e pelo macho durante cerca de 13 dias. Os filhotes permanecem no ninho durante cerca de quinze dias após a eclosão.
A dieta desta espécie é constituída, no essencial, por sementes ou fruta caída no chão e, eventualmente, por um ou outro insecto.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco Preocupante"
(Local e data: Habarama - Sri Lanka; 19 - Agosto - 2014)

quarta-feira, 24 de Setembro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 8 : Rolieiro-indiano (Coracias benghalensis)

 


Rolieiro-indiano (Coracias benghalensis L.)
Ave com 26 a 27 cm de envergadura, da família Coraciidae.
Distribui-se por grande parte da Ásia, desde o sul do Iraque até à China, passando pelo subcontinente indiano e pelo Sri Lanka. Tem o seu habitat em matagais e florestas pouco densas e em terrenos de cultivo.
Constrói o ninho em buracos nas árvores ou em muros variando cada postura entre 3 a 5 ovos, que são incubados pelo macho e pela fêmea por um período de 17 a 19 dias. As crias permenecem no ninho, após a eclosão, durante cerca de um mês.
A dieta desta espécie é esencialmente constituída por insectos e pequenos répteis e anfíbios.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Lugar e data: Yala National park - Sri Lanka ; 23 - Agosto - 2014)
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quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 5: Corvo-marinho-indiano (Phalacrocorax fuscicollis)



Corvo-marinho-indiano * (Phalacrocorax fuscicollis Stephens)
Ave da família Phalacrocoracidae distribui-se ao longo do sul da Ásia, desde o subcontinente indiano e do Sri Lanka até à Tailândia e Cambodja. 
Distingue-se com alguma facilidade de outras espécies do mesmo género e até da mesma família pelo facto de ter olhos azuis. 
Vive nas margens de rios ou em zonas húmidas, no interior, ou em estuários e em mangais, nidificando em árvores parcialmente submersas ou situadas em pequenas ilhotas. Os ninhos são constituídos por simples plataformas formadas por galhos, onde a fêmea põe entre 3 a 5 ovos.
A dieta é constituída por peixes que a ave captura através de mergulhos que efectua, quer isoladamente, quer em grupo.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
* Não encontrei designação vulgar em língua portuguesa. A designação de "Corvo-marinho-indiano" é simples tradução da designação comum em língua inglesa " Indian cormorant".
(Local e data: estuário do rio Madu Ganga - Sri Lanka; 25 - Agosto - 2014)
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terça-feira, 2 de Setembro de 2014

Avifauna do Sri Lanka # 4: Ocyceros gingalensis





Ocyceros gingalensis Shaw

Ave com cerca de 45 cm de comprimento, pertence á família Bucerotidae e é endémica do Sri Lanka. Essencialmente arborícola, não admira, por isso, que a espécie escolha os buracos nas árvores como local para nidificação. Após a postura dos ovos ( 1 a 4) a fêmea permanece enclausurada no ninho não só durante toda a incubação que fica inteiramente a seu cargo, mas até ao abandono do ninho pelas crias. Enclausurada, repito, porque, após a postura, o buraco é parcialmente tapado com uma espécie de cimento feito à base de lama, excrementos e de polpa de fruta, ficando a abertura reduzida a um orifício por onde o macho fornece a alimentação à fêmea e, após a eclosão, também às crias.
A dieta desta ave é essencialmente constituída por fruta, figos, sobretudo, mas inclui também insectos, pequenos roedores e répteis.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Local e data: Sigiriya - Sri lanka; 19 - Agosto - 2014)

segunda-feira, 1 de Setembro de 2014

Avifauna do Sri lanka # 3: Abelharuco-verde (Merops orientalis)



 Abelharuco-verde (Merops orientalis Latham)
Ave da família Meropidae, o Abelharuco-verde distribui-se ao longo de um largo corredor que vai desde o Senegal e Gâmbia, em África, até ao Vietname, na Ásia.
São várias as subespécies reconhecidas, pertencendo as populações existentes na Índia e no Sri Lanka à subespécie nominal (Merops orientalis orientalis).
Nidifica em túneis escavados em bancos de areia, nas margens de cursos de água mas também em zonas áridas, em colónias ou, com maior frequência, isoladamente. A época de reprodução vai de Março a Junho, variando o número de ovos em cada postura entre 3 e 5, ovos que são incubados durante cerca de 14 dias. Após a eclosão, as crias permanecem no ninho durante 21 a 28 dias .
A dieta desta espécie, à semelhança, aliás, do que se passa com outras espécies do mesmo género, é constituída por uma grande variedade de insectos,  capturados no solo, ou em pleno voo.
Estatuto de conservação da espécie: "pouco preocupante".
(Local e data: Yala National Park - Yala - Sri Lanka; 23 - Agosto - 2014)
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terça-feira, 5 de Agosto de 2014

sexta-feira, 11 de Julho de 2014

Felosa-poliglota (Hippolais polyglotta)







Felosa-poliglota *(Hippolais polyglotta Vieillot )
Ave migradora da família Sylviidae, permanece em Portugal durante a época estival e de reprodução que vai de finais de Abril até finais de Julho. Durante a sua permanência distribui-se por quase todo o território do Continente, conquanto escasseie nas zonas mais áridas do interior alentejano.
Prefere matas ripícolas e terrenos bem providos de arbustos e silvados, locais onde frequentemente constrói o ninho, embora também recorra para o efeito a árvores de pequenas dimensões. As posturas, limitadas por via de regra a uma só por cada época de reprodução, não vão além de 4 a 5 ovos, durando a incubação 12 a 13 dias. Alguns dias após a eclosão  (11 a 13) as crias abandonam o ninho.
Alimenta-se sobretudo de insectos, podendo ocasionalmente incluir frutos e bagas, no Verão.
*Outros nomes comuns: Chalreta; Felória.
Estatuto de conservação da espécie: "pouco preocupante".
(Local e data: Termas do Cró - Rapoula do Côa - Sabugal;  9 - Junho - 2014)
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