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sábado, 12 de setembro de 2026

Aves no parque da cidade: Poupa (Upupa epops)

 


Poupa (Upupa epops L.)

Ave de média dimensão (27 cm de comprimento), também designada, vulgarmente, por Boubela e  Poupa-pão, ocorre em Portugal como residente e nidificante relativamente comum, sendo observável  em todo o território do Continente. 
Família: Upupidae;
Dieta: a ave alimenta-se sobretudo de insectos e larvas, capturando boa parte das suas presas sondando o solo com o seu bico forte e comprido.
Nidificação: constrói o ninho em cavidades que encontra, quer nas árvores, quer em edifícios em ruínas. A postura, em geral, não ultrapassa 8 ovos, que são incubados durante 15 ou 16 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 26 dias após a eclosão.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: Almada (Parque urbano); 12 - Setembro - 2026)

segunda-feira, 22 de junho de 2026

Aves no parque da cidade (XXIII): Chamariz ou Milheirinha (Serinus serinus)




Chamariz ou Milheirinha *(Serinus serinus L.) (Macho)
Pequena ave da família Fringillidae,  com cerca de 12 cm de comprimento e aproximadamente com 10 gramas de peso, ocorre em Portugal como residente e nidificante muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, ainda que não uniformemente. É especialmente abundante durante o Inverno, altura em que às populações residentes se juntam populações invernantes.
Nidificação: a época de reprodução desta espécie inicia-se entre o final de Fevereiro e o de Março. Os ninhos em forma de taça são construídos nos ramos de árvores ou arbustos, com ervas, musgos, líquenes, penas e pêlos e neles são postos entre 2 a 5 ovos que são incubados durante 13 dias. As aves abandonam o ninho 13 a 18 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é essencialmente constituída por sementes e outros alimentos vegetais, mas pode também incluir pequenos invertebrados, sobretudo insectos.
Estatuto de conservação da espécie: Pouco preocupante.
(Avistamento parque urbano de Almada; 20 - Junho - 2026)

sexta-feira, 8 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XXII): Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros) (Fêmea)

 





Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (Fêmea)

Ave residente e nidificante em Portugal, o Rabirruivo-preto distribui-se por todo o território do Continente, sendo embora mais comum a norte do Tejo. Refira-se ainda que a sua população ao longo de todo o território aumenta durante o Outono e o Inverno com a chegada e permanência de invernantes.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada, 8 - Maio - 2026)

terça-feira, 5 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XXI): Verdilhão (Chloris chloris)



Verdilhão *(Chloris chloris L.) (Macho)

Pequena ave da família Fringillidae  (com 13 a 15 cm. de comprimento; envergadura de asas com cerca de 25 a 28 cm. e com 25 a 31 gr. de peso) o Verdilhão ocorre em Portugal sobretudo como residente e nidificante, embora também haja notícia da existência de migradores de passagem e de alguns escassos invernantes. Como residente é muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, embora seja menos abundante nas regiões secas do interior, escasseando também a altitudes mais elevadas.
Alimentação: a dieta desta espécie é constituída essencialmente por sementes e fruta, mas, durante a época da reprodução, também captura pequenos invertebrados, mormente insectos, que consome ou dá às crias.
Reprodução: esta ave cria uma ou duas ninhadas em cada ano, começando a nidificar em Portugal a partir de Março. O ninho é construído em ramos de árvores ou arbustos, a alturas entre 1 e 5 metros. Em cada postura são incubados 4 a 6 ovos durante cerca de 13 dias. As crias abandonam o ninho 14 ou 15 dias após a eclosão. 
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
* Outros nomes comuns: Verdilhão-comum; Verdizela; Milheira-amarela; Amarelão.
(Avistamento: parque urbano de Almada; 5 - Maio - 2026)

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Aves no parque da cidade (XX): Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus)



 Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus L.) 
Também designada por Mainato-de-poupa, esta ave é originária de vários países da Ásia (China, Miamar, Cambodja, Vietname e Laos) e foi entretanto introduzida na Europa, havendo registos de nidificação, pelo menos, na Áustria e em Portugal. Esses registos no nosso país, são recentes, pois datam apenas  de 1997. Actualmente, a ave pode ser avistada durante todo o ano, sobretudo na região da Grande Lisboa, quer a Norte, quer a Sul do Tejo, onde as  suas aparições são frequentes, pelo que me tem sido dado observar.
Pertence à família Sturnidae, tal como o Estorninho-preto, com o qual apresenta algumas semelhanças, quer no aspecto geral, quer no comportamento alimentar. Distingue-se, no entanto, do estorninho em cuja companhia pode ser vista a alimentar-se, por ser de maior tamanho e por ter uma um tufo de penas (crista, ou poupa), na base do bico. Em voo, apresenta umas grandes manchas brancas nas asas que a distinguem perfeitamente do estorninho, seu familiar.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada; 20 - Abrill - 2026)

terça-feira, 28 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XIX): Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros)





Rabirruivo-preto (Phoenicurus ochruros Gmelin.) (macho)

Ave residente e nidificante em Portugal, o Rabirruivo-preto distribui-se por todo o território do Continente, sendo embora mais comum a norte do Tejo. Refira-se ainda que a sua população ao longo de todo o território aumenta durante o Outono e o Inverno com a chegada e permanência de invernantes.
Família: Muscicapidae;
Estatuto de conservação da espécie (IUCN): "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada, 28 - Abril - 2026)

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVIII): Chamariz ou Milheirinha (Serinus serinus)

 






Chamariz ou Milheirinha *(Serinus serinus L.) (Macho)
Pequena ave da família Fringillidae,  com cerca de 12 cm de comprimento e aproximadamente com 10 gramas de peso, ocorre em Portugal como residente e nidificante muito comum, distribuindo-se por todo o território do Continente, ainda que não uniformemente. É especialmente abundante durante o Inverno, altura em que às populações residentes se juntam populações invernantes.
Nidificação: a época de reprodução desta espécie inicia-se entre o final de Fevereiro e o de Março. Os ninhos em forma de taça são construídos nos ramos de árvores ou arbustos, com ervas, musgos, líquenes, penas e pêlos e neles são postos entre 2 a 5 ovos que são incubados durante 13 dias. As crias abandonam o ninho 13 a 18 dias após a eclosão.
Alimentação: a dieta é essencialmente constituída por sementes e outros alimentos vegetais, mas pode também incluir pequenos invertebrados, sobretudo insectos.
Estatuto de conservação da espécie: Pouco preocupante.
(Avistamento: Parque urbano de Almada; 27 - Abril - 2026)

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Aves no parque da cidade (XVII): Pombo-torcaz (Columba palumbus)

 






Pombo-torcaz (Columba palumbus L.)
Ave com cerca de 45 cm de comprimento e com 75 a 80 cm de envergadura, p Pomo-torcaz é o mais corpulento de todos os pombos presentes na Europa, podendo atingir um peso próximo dos 600 gramas.
Ocorre em Portugal como residente e invernante comum, sendo, enquanto residente e nidificante, mais abundante no Norte e Centro do país, ao passo que, durante a invernada, é mais frequente no Alentejo, onde encontra maior abundância de alimento.
Frequenta sobretudo bosques e florestas, mas pode também ser encontrado em parques urbanos desde que arborizados.
Família: Columbidae;
Reprodução: A época de reprodução inicia-se em Portugal no início de Março. O ninho é construído na copa das árvores, sendo formado por uma plataforma pouco elaborada feita à base de pequenos ramos e ervas secas. As posturas (1 ou 2 em cada ano) raramente vão além de 1 ou 2 ovos. Estes são incubados pela fêmea e pelo macho durante cerca de 17 dias. As crias só abandonam o ninho passados 20 a 35 dias após a eclosão. 
Alimentação: a dieta desta ave é constituída por sementes de vários cereais e, sobretudo, por bolotas de sobreiros, azinheiras e carvalhos.
Estatuto de conservação da espécie: embora seja objecto da actividade venatória, o estatuto do Pombo-torcaz quanto à sua conservação é considerado "pouco preocupante"
(Avistamento: parque urbano de Almada;  20- Abril - 2026)

terça-feira, 1 de julho de 2025

Aves no parque da cidade (XVI): Rola-turca (Streptopelia decaocto)

 



Rola-turca (Streptopelia decaocto Frivaldszky)

Ave da família Columbidae, a Rola-turca, também designada por Rola-da-Índia, tem vindo a expandir, nas últimas décadas, a sua área de distribuição, originalmente limitada "a regiões temperadas desde o sudeste da Europa até ao Japão". A Portugal terá chegado apenas em meados da década de setenta do século passado, mas encontrou aqui boas condições para se desenvolver, sendo actualmente uma ave residente e nifidicante muito abundante. Encontra-se, mesmo com frequência,  em parques e jardins no interior das cidades, onde também nidifica.
Faz várias posturas por ano, construindo o ninho em árvores com pequenos ramos formando uma simples plataforma (exemplo aqui), onde põe 2 ovos que são incubados durante um período que, geralmente, não excede os 13-14 dias.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: parque urbano de  Almada; 1 - Julho - 2025)

sábado, 21 de junho de 2025

Aves no parque da cidade (XV): Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus) (Juvenil)



Mainá-de-crista (Acridotheres cristatellus L.) (Juvenil)
Também designada por Mainato-de-poupa, esta ave é originária de vários países da Ásia (China, Miamar, Cambodja, Vietname e Laos) e foi entretanto introduzida na Europa, havendo registos de nidificação, pelo menos, na Áustria e em Portugal. Esses registos no nosso país, são recentes, pois datam apenas  de 1997. Actualmente, a ave pode ser avistada durante todo o ano, sobretudo na região da Grande Lisboa, quer a Norte, quer a Sul do Tejo, onde as  suas aparições são frequentes, pelo que me tem sido dado observar.
Pertence à família Sturnidae, tal como o Estorninho-preto, com o qual apresenta algumas semelhanças, quer no aspecto geral, quer no comportamento alimentar. Distingue-se, no entanto, do estorninho em cuja companhia pode ser vista a alimentar-se, por ser de maior tamanho e por ter uma um tufo de penas (crista, ou poupa), na base do bico. Em voo, apresenta umas grandes manchas brancas nas asas que a distinguem perfeitamente do estorninho, seu familiar.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante"
Nota: os juvenis aprresentam vários sinais que os distinguem dos adultos. Os mais evidentes, quanto a mim, serão a crista incipiente e ainda quase não visível; e os olhos com um aspecto muito menos agressivo que os dos adultos e que apresentam uma coloração algo diferente.
(Avistamento: parque urbano de Almada; 20 - Junho - 2025)

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Aves no parque da cidade (XIV): Estorninho-preto (Sturnus unicolor)





Estorninho-preto (Sturnus unicolor Temminck) (Juvenil)

Ave da família Sturnidae,  com 22 a 23 cm de comprimento,  tem na plumagem inteiramente preta a característica mais evidente.
A sua distribuição está limitada à região mediterrânica ocidental (Península Ibérica, Sudoeste da França, Córsega, Sardenha, Sicília e Noroeste de África).
Em Portugal ocorre como residente e nidificante comum, encontrando-se presente em praticamente todo o território do Continente, embora essa presença seja mais acentuada no interior do Alto e Baixo Alentejo e no nordeste transmontano e beirão (cfr. Atlas das aves nidificantes em Portugal).
Nidifica em cavidades quer em árvores, quer em edifícios. As posturas (1 ou, menos frequentemente, 2 em cada Primavera) vão de 2 e 6 ovos que são incubados durante 9 a 15 dias. As crias abandonam o ninho 18 a 23 dias após a eclosão.
Ave omnívora, a sua dieta é, no entanto, constituída sobretudo por pequenos invertebrados e frutos.
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada; 3 - Junho - 2025)

terça-feira, 17 de junho de 2025

Aves no parque da cidade (XIII): Melro-preto (Turdus merula) (Juvenil)






 Melro-preto (Turdus merula L.) (Juvenil)
Ave da família Turdidae (com 24 a 29 cm de comprimento; 34 a 38 cm de envergadura de asas e com 80 a 125 gr. de peso) o Melro-preto, também designado vulgarmente por Melro,  ocorre em Portugal sobretudo como residente, estando presente em todo o território do Continente. Esta ave frequenta principalmente zonas com alguma cobertura de árvores ou arbustos, mesmo em espaços urbanos, sendo, ao invés, rara em áreas completamente abertas.
A espécie apresenta dimorfismo sexual: de facto, enquanto o macho (fotos 1, 2 e 3) tem plumagem preta brilhante e anel orbital amarelo bem visível; a fêmea (fotos 4, 5 e 6) apresenta uma plumagem escura de tom acastanhado e anel orbital bem mais  discreto que o do macho.
Alimentação: espécie omnívora, a sua dieta é constituída principalmente por minhocas e insectos que captura sobretudo no solo, mas inclui também bagas e outros frutos.
Reprodução: durante cada época de reprodução o melro-preto cria duas ou três ninhadas. Os ninhos em forma de taça, feitos à base de ervas e lama, são construídos em ramos de árvores e arbustos, a alturas  não superiores a 4 metros. As posturas variam entre 3 a 5 ovos que são incubados durante 12 a 14 dias. As crias abandonam o ninho cerca de 14 dias após a eclosão. 
Estatuto de conservação da espécie: "Pouco preocupante".
(Avistamento: Parque urbano de Almada; 1 - Junho - 2025)